Saturday, March 21, 2009
Do Brasil para as Américas: [mais um]a história em postais
Thursday, March 19, 2009
Comic postcards por George Orwell

Thursday, March 12, 2009
Bilhetes postais com... Chocolate!
Decorre por estes dias, em Óbidos, o 'delicioso' Festival Internacional de Chocolate, que este ano conta com um produto inovador e no mínimo original: bilhetes postais com chocolate! A ideia parece vir de uma mini-empresa escolar, chamada Sweetcard, cujo objectivo será «revitalizar o tradicional Bilhete postal, com a apresentação de um valor acrescentado para o consumidor, o chocolate».
Sunday, March 8, 2009
Para uma outra dimensão do olhar...
Por que é que coleccionamos e gostamos de postais ilustrados?
Que afinidades definem a relação entre o postal ilustrado e a fotografia?
Estas foram as questões que organizaram a tertúlia que ontem reuniu meia centena de pessoas no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga. Foram sobretudo dois os pretextos da iniciativa promovida pela equipa do projecto POSTAIS ILUSTRADOS (CECS), em articulação com aquele Museu e com a Biblioteca Pública de Braga: uma exposição sobre as imagens que mais de um século de postais fixaram do olhar sobre a cidade minhota e a tentativa especulativa de compreender o espírito coleccionador.
«Nós [os coleccionadores] somos umas mentes um bocado doentias.»
«O motor que nos faz coleccionar é o mesmo que nos faz cortar com a colecção. Aquilo que nos faz andar, gastar energia e dinheiro é também aquilo que mata a colecção.»Olga Carneiro, coleccionadora
«O comportamento do coleccionador tem uma relação com um quadro de neurose obsessivo-compulsiva.»
«Se não formos de outra coisa, somos pelo menos todos coleccionadores de memórias.»
Pedro Albuquerque, psicólogo
«Imagem e carta são dois formatos distintos que o postal ilustrado conjugou.»
Nuno Araújo, fotógrafo
«Os postais ilustrados conferem uma outra dimensão ao olhar e são também um veículo de actualidade.»
José Manuel Ferreira, representante da Pró-Associação de
Cartofilia
Wednesday, March 4, 2009
Um dia do postal num dia da comunidade: é no próximo sábado, em Braga

Monday, March 2, 2009
O postal recto-verso: uma experiência viva


Friday, February 13, 2009
A Tour Eiffel pelo Doisneau na era da Tour Eiffel pelo telemóvel

Hoje num passeio pela capital francesa já não nos impressionarão as passagens, as gares e os novos meios de transporte que tanto inspiraram Walter Benjamin, que deu a esta cidade o título de capital do séc. XIX. Em pleno séc. XXI quem se abandona à flânerie nesta cidade pode, entre muitas outras coisas, ser atropelado pelos intermináveis expositores de postais na soleira das livrarias, papelarias e lojas de souvenirs, onde logo dará pela abundância de fotografias a preto e branco assinadas por fotógrafos e artistas como Robert Doisneau, Henri Cartier Bresson, Willy Ronis, Man Ray... Quem vagueia aqui pode ainda, por outro lado, ser interrompido na sua ociosa caminhada por um qualquer transeunte que estaca na calçada de câmara fotográfica ou telemóvel em punho a imortalizar com uns quatro ou cinco flashes o edifício antigo com ar imponente - é esta a Paris vendida aos turistas pela nova tecnologia digital. Já a Paris vendida aos turistas pelo postal é cada vez menos a cidade actual, e à imagem que mostrava ao destinatário que o remetente estivera ali, mesmo ali, naquele trecho de cidade que tinha grosso modo o aspecto que se lhe descobria na fotografia, substitui-se hoje, mais ainda do que a ficção de tipo kitsch, a reprodução da ficção assinada pela arte que de algum modo inventou, inventa e reinventa continuamente a cidade.
Nicolas Hossard, sociólogo francês autor de Recto Verso, Les faces cachées de la carte postale, actualmente investigador no Laboratório de Culturas e Sociedades na Europa da Universidade de Strasbourg, em entrevista connosco no passado dia 12, afirma que os fenómenos estão intrinsecamente ligados - é a generalização da imagem digital que precipita essa progressiva amalgama da publicidade turística com a arte no postal: En effet, jusqu’à il y a quelques années la carte postale était surtout conforme au lieu parce que les gens n’avaient pas tous un appareil photo ; aujourd’hui il est impensable qu’un touriste n’a pas un appareil de photo numérique ou un portable qui prend des photos. Et du coup on personnifie le rapport à l’espace en prenant soi-même des photos de l’espace. Et ainsi il y a tout un champ qui est intéressant de développer sur la concurrence de cette numérisation de l’image et de la production personnelle de l’image qui fait se redéfinir l’imagerie de la carte postale.