
Sunday, February 14, 2010
A moda através dos postais / Fashion through postcards (2)

Thursday, February 11, 2010
A moda através dos postais / Fashion through postcards (1)
A afirmação da moda enquanto fenómeno social de massas está particularmente ligada ao entusiasmo das artes visuais emergentes no início século XX, onde se incluem a fotografia, as publicações ilustradas e os bilhetes-postais. As primeiras décadas dos anos 1900 foram, aliás, muito férteis na edição de colecções de postais alusivas às produções de moda, em especial de vestuário e acessórios.Desafiados a recuperar este suporte para divulgar produções contemporâneas, estudantes de Design e Marketing de Moda (Universidade do Minho) criaram os 5 postais da imagem acima para publicitar uma criação de vestuário inspirada nos trajes tradicionais portugueses.
The improvement of fashion as a mass social phenomenon is particularly associated to the enthusiasm of the emerging visual arts in early twentieth century, which includes photography, illustrated reviews and postcards. The first decades of the 1900s were actually very fertile in publishing collections of postcards alluding fashion productions, especially of clothing and accessories.
Challenged to recover this support to promote contemporary productions, students of Design and Marketing of Fashion (University of Minho) created the 5 items of the image above to advertise a creation of clothing inspired by Portuguese traditional costumes.
Saturday, February 6, 2010
Quando um postal se torna num ícone...
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Aldeia de Vilarinho da Furna (1968)
(postal ilustrado - foto de Manuel Antunes, AFURNA)
Um pai e os seus dois filhos fizeram-se à montanha, caminhando em direcção ao local onde em tempos existiu uma comunidade que ficou famosa por ter sido sacrificada no altar do progresso. Vilarinho da Furna (41º 46'N - 8º 11' W). No seu espírito havia como que uma romagem testemunhal a uma memória de infância, que o Pai, quando era filho, no princípio dos anos de 1970, fora assistir ao "espectáculo" trágico dos últimos dias de uma aldeia que brevemente iria submergir às águas de uma barragem hidroeléctrica. Mais do que o reencontro com a grandiosidade das forças da natureza ou o motivo para evocar as histórias perdidas de uma comunidade agro-pastoril, que bem próximo do seu fim exemplificava ainda uma realidade ideal - pelo menos, demonstrando ser possível viver sem existir dinheiro, onde as pessoas se ajudavam mutuamente nos trabalhos e nos infortúnios, ou que era possível administrar directamente os assuntos comuns do dia-a-dia com a participação de todos - enfim, onde parecia ser possível o que hoje de todo em todo se nos depara como impossível... Procurava, o tal pai, talvez ingenuamente, passar aos filhos, a ideia de que é possível a humanidade viver em harmonia com a natureza...
A circunstância, porém, não passaria da mera intimidade familiar, se nessa mesma jornada os caminheiros do momento se cruzassem com um velho apicultor - Manuel Barroso, mais conhecido pelo "Lojas" - que, saído do meio das giestas e das fragas onde estavam alcandorados os seus cortiços, da profundidade dos seus mais de oitenta anos e com a autoridade de quem fora nado na perdida Vilarinho, maravilhasse os forasteiros com o testemunho dos saberes essenciais da vida.
No final, o gratificante encontro ficou selado pela oferta espontanea de um postal ilustrado retratando, nostalgicamente, Vilarinho da Furna quando ainda era uma aldeia viva.
Requiem
Viam a luz nas palhas de um curral,
Criavam-se na serra a guardar gado.
À rabiça do arado,
A perseguir a sombra nas lavras,
aprendiam a ler
O alfabeto do suor honrado.
Até que se cansavam
De tudo o que sabiam,
E, gratos, recebiam
Sete palmos de paz num cemitério
E visitas e flores no dia de finados.
Mas, de repente, um muro de cimento
Interrompeu o canto
De um rio que corria
Nos ouvidos de todos.
E um Letes de silêncio represado
Cobre de esquecimento
Esse mundo sagrado
Onde a vida era um rito demorado
E a morte um segundo nascimento.
Miguel Torga
Barragem de Vilarinho da Furna
18 de Julho de 1976
Sunday, January 31, 2010
Postais entre as soluções imaginárias da patafísica - Postcards among imaginary solutions of pataphysics

Os postais foram, mal apareceram, apropriados e usados como material iconográfico por diversas avantgardes artísticas do séc. XX. Hoje continuam-no a ser, e uma recente manifestação disso é esta edição de uma série de postais com paisagens da Suiça atravessadas pelo personagem Ubu, espécie de homem sem qualidades celebrizado com a peça de Alfred Jarry, Rei Ubu. Esta série de postais, que data de Abril de 2004 (o que no calendário patafísico corresponde a 131 E.P.), é uma série de de imagens de postais turísticos clássicos da Suiça percorridas pela figura informe de Ubu: se os postais humorísticos podem ser vistos por George Orwell como a "visão Sancho Pança da vida" , não admira também que os postais turísticos (pela pobreza dos clichés, pelo ócio a que convidam, pela pouca seriedade que inspiram) tenham sido associados ao Ubu, herói patafísico que Jean Baudrillard definia com expressões como "o estado gasoso e caricatural", "o esplendor do vazio"…
As soon as they appeared, postcards have been appropriated and used as an iconographic material by diverse artistic avant-gardes of the XXth century. Today, they keep being used: an expression of that is this edition of postcards with Switzerland landscapes and the character Ubu, a sort of man without qualities that became famous with Alfred Jarry’s play, King Ubu. This postcard series, published in April 2004 (which is 131 E.P. in the pataphysical calendar), is a series of images of classic tourist postcards of Switzerland mixed with the formless figure of Ubu. If humorist postcards can be seen by George Orwell as the “Sancho Panza view of life”, there’s no surprise in the fact that tourist postcards (because of the poverty of clichés, because of the leisure they invite to and the seriousness they don’t inspire… ) have been associated to Ubu, a pataphysics hero defined by Jean Baudrillard with expressions such as the “caricatural and gaseous state”, “the splendor of the void”…
Wednesday, January 6, 2010
Pleased to meet you: para o turista levar - Pleased to meet you: for turists to take away

