Friday, October 19, 2012

A linguagem dos selos



"A verdadeira linguagem dos sellos". Bilhete-postal ilustrado editado em língua portuguesa,
 e circulado em Portugal em 1904 (col. particular) [1].


Se hoje não se pode tomar como regra a protecção da reputação das meninas solteiras das "bocas do mundo", há um século era uma preocupação comum a qualquer pai ou mãe que quisesse o bem de uma filha. Apesar de todos os cuidados, o enamoramento, o desejo ou mesmo o amor eram, e continuam a ser, uma aventura arriscada do espírito e da carne que nem sempre acaba bem.

A proibição da convivência em privado, levou ao uso de recursos engenhosos para transmitir o que não era permitido dizer. Usar o piscar de olhos para comunicar em código poderia levar a visitas frequentes ao médico e a uma fama de tique nervoso, que em sociedade não auguraria bom partido a uma menina que se queria bem casada. Em alternativa, a limitação da liberdade de comunicação, levou à criação de alguns códigos discretos como o dos leques, o das flores, o dos perfumes, e o dos selos, que permitiam comunicar o essencial entre quem se queria bem e desejava mais.

O código dos selos de correio foi difundido no ocidente, através de bilhetes postais impressos para o efeito, a partir do início do século XX. É claro que, não havendo um código universal da comunicação através dos selos, mas vários, ambos os correspondentes tinham de adoptar um código comum. Em algum momento da sua relação um dos enamorados teria de passar a chave ao outro, num postal ou em cópia fidedigna, e, mesmo assim, um engano podia levar uma menina comprometida a entreabrir a porta do seu coração.

Sendo um código necessariamente limitado, através dele ficamos a saber que no namoro o essencial é saber se ambos se amam, se não vão cair no esquecimento do outro, se irão poder ver-se em breve, e, sobretudo, receber um "sim", a palavra que mais se espera num romance, e a que mais é de temer entre quem se conhece mal.



1. Edição impressa em Florença pelo Stab. Grafico C. A. Materassi / Pia Casa di Lavoro, e elaborada a partir do postal "Le seul language des timbres-poste", editado em Bruxelas, do qual conhecemos exemplares circulados em 1900.

Tuesday, October 16, 2012

Ilusões: da iluminura ao postal ilustrado

O postal do Commercio do Minho, de 1903, publicado pela Catarina Miranda (http://postaisilustrados.blogspot.pt/, 14 de Outubro) trouxe-me à memória algumas antigualhas. Da superfície do postal parecem irromper “dous rasgões irregulares, artisticamente dispostos, com suas sombras e tons nos bordos”.

Postal ilustrado do Commercio do Minho.1903

Postais ditos com relevo já circulavam no início do séc. XX. Atente-se, por exemplo, neste Mappa do Coração, postado em 1914 a bordo do navio Congo. Mas não, a ideia não era fazer um postal com relevo mas um postal que proporcionasse a sensação de uma terceira dimensão. Mais ou menos como algumas imagens medievais. Recordo três que tinha ciosamente reservadas para um texto que nunca mais acaba sobre a desgravitação (ausência ou distorção da gravidade) nas iluminuras medievais e nos media actuais.


Postal com relevo. Postado a bordo do navio Congo, em 1904

O livro de horas de Gian Galiazzo Visconti, duque de Milão, foi feito no final do séc. XIV por dois ilustradores: Giovannino dei Grassi e, após a sua morte, Belbello da Pavia. Está depositado na Biblioteca Nacional de Florença.  Concentrêmo-nos na seguinte página (L’eterno e gli eremiti):



Visconti Hours. L’eterno e gli eremiti. Finais séc. XIV


Parte da imagem condiz com o esquem visual a a que estamos habituados: as torres e os veados “pesam” no sentido do fundo da página. Mas o recorte com a divindade e com os demónios lembra os rasgões do postal do Commercio do Minho; em relação à superfície da página, sobressai, por um lado, o arco com os raios de fogo e afunda-se, por outro, o círculo reservado à divindade. Os insectos, por sua vez, desempenham um papel deveras curioso. A disposição, aliada à minúcia da pintura, dá a impressão que os insectos  transitam sobre a página fora da imagem. Em suma, numa parte da imagem o eixo de gravidade remete, normalmente, para o fundo de página e noutra parte o eixo de gravidade remete, deliberadamente, para a superfície da página.
Os ilustradores da Idade Média eram exímios na criação de ilusões. Algumas artes foram sucessivamente apuradas. É o caso das seguintes imagens do Da Costa Hours, um livro de horas português, concluído cerca de 1515, da autoria de  Simon Bening. Vendido a estrangeiros em finais do século XIX, destaca-se como um dos manuscritos mais preciosos da Morgan Library, de Nova Iorque.

Da Costa Hours, São Jerónimo em Penitência, ca 1515


Neste livro de horas, “São Jerónimo em penitência” é emoldurado por flores que dão a impressão de terem sido pousadas sobre a imagem. Mais complexa resulta a disposição das flores no fundo da página: nascem na imagem para logo (sobres)sair dela. Registe-se, por último, que, volvido um século, aparece, na parte inferior da página, uma abelha a assumir a função das moscas do Livro de Horas de Visconti.
Da Costa Hours. Flagelação de Cristo. Cerca 1515


Os recursos para obter um efeito de relevo abundavam na Idade Média. Na “Flagelação de Cristo”, no Livro de Horas de Da Costa, as voltas dos colares apelam a uma focagem tacteante que dificulta qualquer veleidade de achatamento da imagem. O colar vermelho, pendurado na própria moldura da cena da flagelação, parece oscilar para dentro e para fora da imagem.
O que têm os livros de horas a ver com os postais ilustrados? Muito pouco. Uns são de devoção, os outros nem por isso. Os livros de horas eram caríssimos, os postais são acessíveis. Os livros de horas eram bens familiares de luxo transmitidos ciosamente de geração em geração, facto que explica terem sobrevivido milhares de exemplares. Mas há algumas características que os aproximam. Destinam-se ao prazer do olhar, bem como à intimidade do toque. São portáteis e para uso individual, senão privado. São praticamente do mesmo tamanho. Partilham, também, alguns traços de estilo. Por último, ambos surgem em momentos excepcionais de explosão social da imagem: por volta do século XIV e finais do século XIX.

Monday, October 15, 2012

Umas barbas precisam de tempo para crescer!



E, no entanto, é um postal ilustrado, porque:


- é uma imagem impressa em cartão, com o formato e a textura que o torna portátil, endossável;

- é um exemplar de uma série reproduzível até à infinitude

- é uma fantasia apelativa à imaginação

- é uma veículo de comunicação (sobretudo visual) que sugere, no mínimo, uma legenda

- é para difundir… neste caso o Facebook

- é ponto encontro entre a inscrição individual e a comunicação de massas

Legenda: umas barbas precisam de tempo para crescer
 
 
Some beards need time to grow!

Yet, it is a postcard, because:

- Is an image printed on card, with the shape and texture which makes it portable, endorsable;
- Is a copy of a series reproducible to infinity
- Is a fantasy appealing to the imagination
- Is a communication medium (mainly visual) suggests that at least one subtitle
- Is to spread ... in this case Facebook
- Is meetingpoint between the individual writing and mass communicatio

subtititle: Some beards need time to grow
 

Sunday, October 14, 2012

bilhetes postaes illustrados



Bilhete postal ilustrado, 1903. 
Edição: Manoel Carneiro. 
Cortesia: Pedro Barros.

Em 1903 Manoel Marques Carneiro, "honrado negociante da rua de Souto e primoroso amador de photographia" editou uma série de postais ilustrados que reproduzem vistas da cidade e as primeiras páginas dos títulos da imprensa periódica bracarense do início do século.

Sobre este postal, que reproduz o n.º 4476 de 14 de Fevereiro de 1903 do Comércio do Minho, com o Campo das Hortas em fundo, disse a redacção:

"A pagina do nosso jornal apresenta dous rasgões irregulares, artisticamente dispostos, com suas sombras e tons nos bordos, denunciando talento, bom gosto e savoir faire pouco vulgares do nosso photographo. Aqui testimunhamos ao intelligente auctor de tão original lembrança, o nosso profundo conhecimento e enthusiastico parabem pela accentuada aptidão que demonstra para trabalhos d’este género".

Saturday, October 13, 2012

Figuras históricas em postais / Historical figures in postcards


Muitos postais ilustrados fizeram circular a imagem de personalidades com visibilidade no espaço público. Mas o que faz Amir Zainorin é diferente. Este artista oriundo da Malásia mas residente na Dinamarca recria a imagem de figuras históricas com colagens de postais gratuitos que recolhe em restaurantes e espaços culturais dinamarqueses. As mil e uma funções dos postais! (mais detalhes aqui)



Many picture postcards made the image of some relevant people circulate widely. But what Amir Zainorin does is different. This artist, who comes from Malasia but living now in Denmark, recreates the image of historical figures with collage work. He uses free cards that he collects from denish restaurants and cultural houses. The thousands functions postcards have! (more details here)

Monday, July 23, 2012

'Postal de Parede' - 'Wallpostard'




O postal gigante pintado por Carl Cowden em 2003, na cidade de Tampa (Flórida, EUA) 



No início de Julho, um postal gigante de estilo retro, pintado numa das fachadas de um edifício público da cidade de Tampa, no estado da Florida nos EUA, viu-se transformado num rectângulo branco à la Malevich: pode até dizer-se que o folclórico ícone esteve à beira de ser convertido na reprodução de um histórico gesto da arte moderna, entretanto muitas vezes repetido. Depois do choque inicial dos habitantes, rapidamente se esclareceu que o postal teria sido simplesmente apagado devido a problemas de humidade na construção e Carl Cowden, o artista que o havia desenhado em 2003, apressou-se a acalmar os ânimos, repintando o tão popular mural, que é pelos vistos, um dos alvos prediletos da objectiva fotográfica dos turistas.

É unânime a ideia de que a América é a pátria do fake: de Boorstin a Baudrillard a muitos outros, têm sido inúmeros os olhos que o confirmam. Este postal, embora já pintado no séc. XXI, inspira-se num postal ilustrado dos anos 40 e reproduz uma moda corrente na época, desenhando as atracões locais sobre fundo azul em cada letra que compõe o nome da cidade de Tampa. Relativamente a esta segunda versão, Carl Cowden confessa que sempre desejou refazer o mural e adianta que tudo estará pronto até ao final do mês, mesmo a tempo da Convenção Nacional Republicana. A ideia é que o original seja na sua generalidade mantido: o artista apenas arranjará o traçado de algumas palmeiras mais ao seu gosto e acrescentará um minarete.



In early July, a giant postcard in a retro style, painted on the facades of a public building in the city of Tampa, in Florida in the U.S., found himself transformed into a white rectangle à la Malevich: you can even say that the folk icon was on the verge of being converted in the reproduction of an historical gesture of the modern art, which have meanwhile been often repeted. After the initial shock of the residents, it became quickly clear that the postcard would have simply been deleted due to moisture problems in the building. Carl Cowden, the artist who had designed it in 2003, hastened to calm down the people and to repaint the popular mural, which, apparently, is a favourite target of the tourists photographic lens.

There is this common idea that America is the motherland of the fake: from Baudrillard to Boorstin to many others, lots of people have confirmed this vision. Even though this postcard was painted in the XXIth century, it is inspired by a postard from the 40's and thus recalls a common postcard style at that time, with local attractions shown in each letter and a blue background. Concerning this second version, Carl Cowden admitted he had always wanted to redo the mural and he promised that everything would be ready by the end of the month, just in time for the Republican National Convention. The original is to be kept: the artist will only sketch the palm trees more to his liking and to add a minaret.

Sunday, June 10, 2012

Azulejos e Postais - Tiles and Postcards

 Postal Edições 19 de Abril - Lisboa




Pintar azulejos ou ilustrar postais faz parte dessas artes que tantas vezes se têm dito menores. Deparar-nos com postais nos estandartes dos quiosques ou reparar nos fragmentos de cerâmica que forram as casas portuguesas faz parte da nossa experiência visual quotidiana. Enviar a fotografia de um painel de azulejos num postal é ainda uma prática bem conhecida do viajante que percorre as muitas cidades de Portugal e que fica deslumbrado com o mosaico colorido das fachadas. Enviar azulejos como quem envia um postal é que parece uma ação mais rara: foi das mãos do brasileiro Ramon Cavalcante que saiu esta ideia... Estes azulejos nada têm dos desenhos tradicionais nacionais, nem nos falam de um mundo onde enviar mensagens por postal era uma popular forma de comunicação: são imagens e frases impressos em cerâmica e remetidos pelo correio,  quadradinhos ilustrados que nos fazem perguntas bem contemporâneas.

Painting tiles and illustrating postcards are part of this group of activities, which we used to call minor, or folk arts. Looking at postcards in kiosks or staring at the ceramic fragments, which cover Portuguese houses, are part of our everyday life experience. Sending the photography of a tile panel in a postcard is a very known practice for he/she who visits Portugal cities and get amazed by the facades coloured mosaic. Mailing tiles as if we were mailing postcards seems to be something rarer: the idea has come from the hands of the Brazilian Ramon Cavalcante… These tiles have nothing to do with the Portuguese traditional designs, and they don’t remind us of a distant time where postcards were popular means of communication: they are images and sentences print in ceramic and sent by mail, little squares, which put us quite contemporary questions.  

Thursday, May 17, 2012

Jardim à beira mar plantado: o postal ilustrado na investigação científica portuguesa Garden planted at the seaside: the picture postcard on the portuguese scientific research




Praia da Barra, Colecção Fernando de Moraes Sarmento

“Um jardim à beira-mar plantado”, a expressão, com origem num poema do séc.XIX escrito por Tomás Ribeiro, é usada amiúde para descrever Portugal. O postal, como o jardim, é uma espécie de miniatura de paisagem, onde tudo é normalmente harmonioso, pitoresco e aprazível: construções artificiais, ambos são uma espécie de recanto idílico do olhar, onde se pode suspender a experiência de bulício, de desordem, de turbulência que há no quotidiano das grandes metrópoles.

A produção científica dedicada ao postal ilustrado não era até há algum tempo muito significativa mas a situação tem vindo a alterar-se progressivamente nos últimos anos. A equipa que publica este blogue é um exemplo e, pode dizer-se, uma importante referência, da atual investigação nacional dedicada a este suporte fotográfico e velho meio de comunicação, tendo vindo a analisá-lo na perspectiva interdisciplinar da semiótica e da cultura visual. Mas, claro, não abarca nela todos os esforços científicos feitos ao nível do país para aprofundar o estudo do postal ilustrado, até há pouco tão marginalizado nos mais diversos domínios científicos. Assim, deixamos aqui algumas referências de trabalhos, recentemente publicados, realizados no âmbito da antropologia, da história de arte, da semiótica, que têm em comum uma preferência pelas representações de um Portugal de algum modo idílico, ora porque atravessado por barcos nas águas do Tejo, ora porque estendido nas areias e nas águas da sua imensa orla marítima, ora porque pontuado por faróis que espiam silenciosamente o mar revolto. Trata-se, poderíamos dizer, de um Portugal que lembra a tal expressão popular do “jardim à beira mar plantado” e que não deixa de evocar as heterotopias de Michel Foucault. O investigador Carlos Robalo do Departamento de Antropologia do ISCTE defendeu recentemente uma dissertação de mestrado, Paisagens trocadas: postais, olhares e memórias sobre a lezíria do Tejo. Por sua vez, no âmbito do II Encontro do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar, Cultura, Espaço e Memória), realizado em Outubro de 2011, e dedicado ao Mar, aos seus usos e representações, Vera Teixeira, mestre e doutoranda em História da Arte Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, apresentou uma comunicação sobre A representação do mar nos postais ilustrados patentes no Arquivo Histórico do Porto.  No mesmo contexto, Teresa Costa, Mestre em Estudos Americanos pela Universidade Aberta e docente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, expôs um paper intitulado Faróis: iconografia postal da costa portuguesa.

“A garden planted at the seaside”, which is an expression inspired in a XIXth century poem written by Tomás Ribeiro, is often used to describe Portugal. The picture postcard, as well as a garden, is a kind of landscape miniature, where everything is usually harmonious, picturesque and pleasant: the postcard and the garden are both artificial constructions, a sort of idyllic corners of the gaze, where we can suspend the buzz, disorder and turbulence experiences of everyday life in the great metropolis.

The scientific research about the picture postcard was not very important some time ago. Nevertheless, the situation has been gradually changing during the last years. The research team who writes this weblog is an example and an important reference concerning the national research devoted to this photographic device and old medium and has been analysing the postcard through the interdisciplinary lengths of semiotics and visual culture. But, obviously, our work doesn’t cover all the scientific efforts developed in this country in order to enrich the picture postcard study, which was discredited as a marginal subject during so many years… So, let’s present here some recent works from different fields such as anthropology, art history and semiotics, which have in common their preference for the representations of some of the most idyllic Portuguese landscapes: views of boats that cross the river Tagus, views of the sand and the water of the endless seaside, views of the silent lighthouses which spy the rough seas. We would say that they all chose Portuguese landscapes, which remind us of the popular expression “a garden planted at the seaside” and which could be compared to the Michel Foucault’s heterotopias. Carlos Robalo, a researcher in the ISCTE Anthropology Department, has recently presented his Master dissertation, Shared Landscapes: postcards, glances and memories of the Tagus marchland. In October 2011, at the II CITCEM CONFERENCE - THE SEA | Heritage, Uses and representations, Vera Teixeira, a Phd student on History of Portuguese Art in the University of Oporto, presented a paper about The representation of sea on the picture postcards from the Oporto Historical Archive. In the same conference, Teresa Costa, a master on American Studies and a teacher from the ESHTE, talked about the lighthouses and the postal iconography

Sunday, May 6, 2012

O postal e o estudo do território / The postcard and the study of the territory

De acordo com o Jornal das Caldas, vai ser lançado nas Caldas da Rainha um projeto que visa promover um estudo sobre o território a partir do postal ilustrado antigo. A ideia é reunir numa obra uma coleção de bilhetes postais que terá, segundo os responsáveis, «a pretensão de ser um agente divulgador dos patrimónios e da cultura dos vários municípios do oeste através da compilação iconográfica».

According to Jornal das Caldas, it will be launched in Caldas da Rainha a project that aims to promote a study of the territory taking old postcard as a departure point. The idea is to gather a collection of picture postcards that will, according to the responsibles, 'pretend to be an official disseminator of heritage and culture of the various towns in the west through the iconographic compilation'.

Wednesday, March 21, 2012

Museus e e-cards, Museums and e-cards


O postal ilustrado é não só um meio de reprodução do espólio de um museu, como um seu eficiente veículo publicitário. Se antes, estes suportes serviam aos visitantes para guardar entre mãos imagens das obras que tinham visto, e permitiam aos museus enviar pelo correio cartões com reclames das suas exposições e eventos, agora os postais também se desdobram nos seus duplos virtuais, os e-cards. O museu D. Diogo de Sousa em Braga convida os visitantes que não adquiriram in situ as réplicas das obras em formato postal, a partilhar postais electrónicos que publicitam ou simplesmente reproduzem o seu acervo arqueológico.

The picture postcard is not only a technique of reproduction of a museum’s collection but also an efficient advertising tool. Postcards used to allow the visitors to keep in their hands some souvenirs of the artworks they’ve seen, and to allow the museum to mail cards with ads of their exhibitions and other events. But, lately, postcards have also their virtual “doubles”, the e-cards. The Museum D. Diogo de Sousa in Braga invites the visitors who had not the opportunity to buy in situ the replica of the exhibited objects, to share electronic postcards, which advertise or simply reproduce their archaeological collection.

Sunday, March 18, 2012

Tutorial para criar postais no Photoshop / Tutorial to create postcards with Photoshop

Do Douro para a América / From Douro to America


Este postal levou a imagem de uma das mais famosas regiões de Portugal para os EUA, no contexto do projeto Postcrossing Postcard. Foi recebido no dia 14 deste mês e demorou cerca de 20 dias a atravessar quase 8 mil km.

This postcard took the image of one of the most famous regions in Portugal to USA, in the scope of Postcrossing Postcard projet. It was received on March 14th and it took about 20 days to cross almost 8 thousand km.

Tuesday, January 24, 2012

"Elle vendait des cartes postales"

Quando o célebre ator e cantor Bourvil compôs em 1945 Les Crayons, uma das suas mais conhecidas canções, a popularidade do postal estava em declínio. Na canção, uma órfã tenta sem sucesso vender postais e lápis, que para os passantes não são mais do que "coisas banais".

When the famous singer Bourvil wrote in 1945 Les Crayons, one of his most well known songs, the popularity of postcards has started to decline. In the song, an orphan tries unsucessfully to sell postcards and pencils, which are regarded as "trivial things" by the crowd.

Tuesday, January 17, 2012

Apresentação / Presentation


Realiza-se na próxima segunda feira, dia 23 de janeiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, o lançamento da obra Portugal Ilustrado em Postais. A apresentação está agendada para as 18h00 e estará a cargo de Henrique Barreto Nunes, ex-diretor da Biblioteca Pública de Braga e atual vice-presidente do Conselho Cultural da Universidade do Minho.


The Communication and Society Research Centre presents Portugal Ilustrado em Postais next Monday, January, 23rd, at Biblioteca Lúcio Craveiro. The presentation is scheduled to 18h00 and will be led by Henrique Barreto Nunes, former director of Biblioteca Pública de Braga and current vice-president of University of Minho Cultural Council.

Thursday, January 5, 2012

A arte da publicidade no Museu Berardo The art of advertising in Berardo Museum




Tal como os cartazes, os postais ilustrados foram célebres veículos de propaganda durante as duas guerras. Um século depois da sua idade de ouro, eles ainda são conhecidos instrumentos de publicidade: desta vez, estão ao serviço do Museu Berardo, em Lisboa, que pôs ao dispor dos visitantes da exposição A Arte da Guerra postais selados e um marco do correio para que se partilhe com os mais próximos um postal anunciando a mostra de cartazes propagandísticos da II Guerra Mundial. A exposição estará aberta até 8 de Fevereiro.

Picture postcards were, like posters, popular propaganda media during the two wars. One century after their golden age, they're still a well-known advertising tool: this time, they are used by Berardo Museum, in Lisbon, which offers to the visitors of the exhibition The art of war stamped postcards and a mail box in order to share with friends and relatives postcards announcing the show of the 2nd War propaganda posters. The exhibition will remain open until the 8th February.

Wednesday, December 28, 2011

Portugal ilustrado em Postais / Portugal pictured in postcards


O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho acaba de lançar um conjunto de seis brochuras que dão a conhecer parte de ‘Portugal ilustrado em Postais’. A obra está reunida numa caixa de arquivo e resulta de um projecto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Com o objectivo de reflectir sobre a cultura visual contemporânea a partir do postal ilustrado, este projecto procurou analisar o contributo do cartão postal para a história dos media modernos.

Meios de correspondência de registo breve, económicos, ligeiros, graciosos, os postais ilustrados constituíram um dos mais significativos suportes de circulação de imagens. Fixaram (ou fixam ainda) retratos de cidades, de gentes, de monumentos e de objectos de arte, estando intimamente ligados à definição do imaginário popular.

Nesta colectânea, os investigadores analisam a imagem construída e divulgada pelos postais ilustrados ao longo dos anos relativamente a cinco cidades portuguesas – Bragança, Viana do Castelo, Braga, Viseu e Portalegre. Os booklets reunidos nesta obra são, na verdade, apontamentos sumários da imagem destas cidades ao espelho dos postais, num formato que repete, de algum modo, o jeito dos próprios bilhetes-postais: são brochuras breves, regionalizadas, ilustradas, coloridas, que mantêm o perfil ágil e afectuoso do objecto coleccionável.

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The Communication and Society Research Centre, University of Minho, has just published a set of six booklets that shows part of 'Portugal pictured in Postcards'. The work is brought together in a box and is the result of a research project funded by the Foundation for Science and Technology. In order to reflect on contemporary visual culture from the postcard perspective, the project sought to analyze the contribution of the postcard to the history of modern media.

Means of correspondence in brief register, economic, light, graceful, the picture postcards were one of the most significant supports for image circulation. They fixed (or are still fixing) portraits of cities, people, monuments and works of art, being intimately linked to the development of the popular imaginary.

In this collection, researchers analyze the image constructed and disseminated by many postcards over the years for five Portuguese cities - Bragança, Viana do Castelo, Braga, Viseu and Portalegre. The booklets are, in fact, the summary notes of the image these cities mirrow in postcards, in a format that repeats in some sense the own way of postcards: they are brief booklets, regionalized, illustrated, colored, having the profile of the affective collectable object.

Tuesday, December 27, 2011

Porto em bilhetes postais / Porto in picture postcards


Está em exibição, desde o dia 05, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto, uma exposição sobre imagens da cidade em bilhetes postais. Da Praça de Carlos Alberto à Cordoaria, esta exposição - que estará patente até 31 de Janeiro - mostra lugares emblemáticos do Porto, como a Praça dos Leões ou o Carmo nos tons sépia que bem caracterizam a época de ouro dos postais ilustrados.

It is now showing, since December 5, in Palacete dos Viscondes de Balsemão in Porto, an exhibition of images of the city on postcards. From Carlos Alberto's Square to Cordoaria, this exhibition - which will be open until January 31 - shows the emblematic places of Porto, as Praça dos Leões or Carmo in sepia tones, very typical of the picture postcards' golden age.

Tuesday, October 11, 2011

Enviar postais através de um Smartphone / Picture postcards mail through Smartphone

Aí está um vídeo em grande detalhe sobre as potencialidades do Smartphone para enviar postais. Diz o instrutor que é divertido. Talvez não tanto quanto era escrevê-lo e tocá-lo de verdade...



Here it is a video in detail on the potentialities Smartphone has to send postcards. The instructor says that it is funny. Maybe not so much as it was really writing and touching them...