Tuesday, February 5, 2013

Ferramenta para criar postais / Tool for postcards creation

Os correios da Suiça lançaram no site da empresa uma ferramenta para criar postais digitais. Em quatro passos, pode-se escolher o formato e o design, definir o conteúdo e enviar. A ideia parece especialmente dirigida para objetivos publicitários, de marketing, mas nada impede a utilização da ferramenta para mensagens pessoais. Uma sugestão na versão em inglês aqui: https://postcardcreator.post.ch/en/



The Swiss Post launched in the enterprise's website a tool for digital postcard creation. In four steps, people can choose the format and the design, define content and send. The idea seems specialy targeted for advertising purposes, but nothing prevents its usage for personal messages. A suggestion in English version here: https://postcardcreator.post.ch/en/

Saturday, February 2, 2013

postal de aniversário

Se os cartões postais de aniversário eram uma maneira de encurtar distâncias e enviar lembranças e felicitações aos que por nós são queridos, hoje esta tarefa tornou-se ainda mais fácil. Basta carregar num botão e enviar, nem de selo é preciso! Os cartões virtuais, mais do que a imagem e o texto da frente e do verso, trazem mensagens multimediáticas. Entretanto, parece que da mensagem privada já quase não resta nada nesta modalidade de post(e)card...


***Mas esta conversa, na verdade, é para desejar um feliz aniversário e muitas alegrias à nossa querida Milu!***


Wednesday, January 30, 2013

postais de artistas


Na época de ouro dos postais, antes da televisão e das revistas cor de rosa, as atrizes e os atores de teatro usavam os postais ilustrados  para tornarem-se conhecidos. O postal, no começo do século XX, era usado como meio de divulgação e criou celebridades do dia para a noite com a venda massiva de postais fotográficos que estampavam a figura de artistas. No entanto, esta prática já era usada com os retratos tipo carte de visite, pelo menos duas décadas antes. Era muito comum a venda e o colecionismo de cartes de visite de celebridades e personalidades.




Amália Rodrigues, cantora e actriz portuguesa
Portuguese postcard by the Museu Nacional do Teatro. Photo: Studio Harcourt (1956)


Referências:
Willoughby, Martin (1993) História do bilhete postal. Caminho: Lisboa. 
http://filmstarpostcards.blogspot.pt


Sunday, January 20, 2013

O POSTAL ILUSTRADO NO TEATRO

O postal ilustrado como veículo promocional de um espectáculo de teatro...
Ontem, um excelente espectáculo na Casa das Artes em Famalicão
com interpretação de Diogo Infante (monólogo) e Direção cénica de Natália Luiza
O texto é do consagrado escritor e dramaturgo, ERIC BOGOSIAN

"Ao longo de 1h15, Diogo Infante vai-se metamorfoseando em 8 personagens distintas, que podemos encontrar atualmente em muitas cidades ocidentais, apresentadas de forma caleidoscópica num confronto direto com o público, onde tabus e o absurdo de uma certa modernidade são expostos.
A universalidade do discurso e dos paradigmas que representa torna os textos de Bogosian profundamente atuais e pertinentes.
A apatia generalizada, a ausência e/ou a contradição dos discursos, a ganância, a violência, o sexo, as drogas, a religião, a banalidade do quotidiano, e a procura de sentidos para a vida, são temas visados pelas suas personagens.
Todas usam o artifício do discurso direto para desabafar as suas frustrações e o público pode facilmente reconhecê-las ou identificar-se com elas"

Enfim, o teatro, sempre o teatro na sua magia insubstituível do direto e ao vivo!

Friday, January 18, 2013

histórias de embalar

© postal a postal
Os sabonetes, ou o papel que os protegia e os desenhos que levava impresso, tal como os postais, serviram para levar a cidade e o país pelo mundo fora.
Depois do debate desta quarta à noite (sobre o negócio da compra do edifício onde a Saboaria e Perfumaria Confiança funcionou desde 1894 até 2005) fiquei ainda mais contente por me lembrar que a história da imagem gráfica da Confiança está ser escrita por Nuno Coelho.
Pelo andar da carruagem, será este o mais importante legado que restará da memória da Confiança (para além da fachada do edifício).

para embalar sabonetes @catarinabasso

Thursday, January 17, 2013

“O Beijo do Hôtel de Ville” de R. Doisneau



Ao depararmo-nos com a “entrada” da Aline, um belo e estimulante apontamento da relação intensa da imagem de uma grande capital (Paris) com um sentimento universal (o Amor), fomos imediatamente transportados para aquele arquétipo fotográfico d’ “O beijo do Hôtel de Ville” (1950), captado para eternidade, da cadeira de um café da Rue Rivoli, por Robert Doisneau (1912-1994). Da LIFE para o postal, do postal para a fotografia, o cartaz, o poster, etc. supõe-se que terá sido a fotografia mais vendida da História (1)…

Tempos felizes… Onde uma nova geração, ressurgida dos escombros da guerra, exprimia-se desinibidamente, convicta dessa certeza de futuro, de reencontro, de paz e prosperidade…de uma viçosidade que medrava nas cinzas dessa Paris outrora ocupada, racionada, com medo…

Uma boa sugestão para reflectir os tempos que hoje vivemos…

Bravo Aline!

 

PS: já agora, para o ambiente ser perfeito, liguem-se ao http://www.jazzradio.com/pariscafe

 

(1)   - http://dudupg.blogspot.pt/2012/06/o-beijo-do-hotel-de-ville-foto-doisneau.html

Saturday, January 12, 2013

A cidade-postal do amor

"Sous le ciel de Paris marchent les amoureux"

    Mur des je t’aime, Place Abbesses, Montmartre, Paris 

Diante do “Mur des je t’aime”, na Place Abbesses, no Montmartre, casais param para selar um beijo e se fazerem fotografar. Trata-se de um painel onde se lê “amo-te” nos mais variados idiomas, e que é um ponto turístico incontornável para os apaixonados que visitam Paris. O “Mur des je t’aime” figura como mais um postal da cité de l’amour.

Há um imaginário romântico fortemente vinculado à cidade de Paris e que é amplamente difundido por diversos produtos culturais mediáticos. A publicidade de Paris, como destino turístico, remete frequentemente ao amor. Esta construção mental e atmosfera romântica que paira sobre a cidade foi engendrada e sedimentada culturalmente ao longo de alguns séculos, criando um estado de espírito e uma pré-disposição que é capaz de interferir na percepção e na experiência dos sujeitos na cidade.

As inovações tecnológicas ocorridas na segunda metade de 1900, sobretudo no que tange ao desenvolvimento dos meios de transporte, influenciaram positivamente o aumento progressivo do turismo de massa, que foi fortalecido pela criação do período de férias e também pela generalização do costume das viagens de lua-de-mel. Nesta altura, a capital do século XIX já era um destino cativo. O postal ilustrado desempenhou um relevante papel durante a alta atividade turística deste período, sendo um elemento quase indissociável das viagens. Tecnologia de criação do imaginário, o postal carrega signos que transmitem uma imagem tal de uma cidade. A imagem de um lugar impressa no postal é uma representação, um discurso sobre a cidade, sobre a região, ou sobre o país. Deste modo, o postal contribui para constituir “um corpo de imagens que passa a ser entendido como o portifolio de creditação e disciplina iconográfica dos trechos que se impunham como os mais ofertáveis da cidade” (Bandeira, 2007). Nesta perspectiva, o ambiente urbano, material e subjetivo, simultaneamente produz e faz circular significados, mas também se dá, ele próprio, a consumir pelos sentidos.

No caso de Paris, pode-se dizer que estes trechos mais ofertáveis (e mesmo os não tão ofertáveis assim) são revestidos por uma atmosfera que encoraja o comportamento amoroso com estímulos textuais, visuais, sonoros, olfativos, gestuais e paisagísticos que fazem parte do imaginário do amor romântico – o que poderia ser abordado de acordo com a perspectiva de análise da semiótica social e da multimodalidade. Os monumentos e pontos turísticos exaustivamente fotografados, ilustrados, pintados, e reproduzidos em postais servem de cenário para as fotografias de casais, imagens que depois se tornam, elas próprias, postais da cidade.

Com uma rápida pesquisa exploratória pelos quiosques de turismo ou pelas lojas de souvenirs, vê-se que nos postais que vendem uma Paris romântica, a repetição de alguns signos constituem uma gramática visual do amor – composta pela predominância de certos elementos e composições para a construção dos discursos, como é o caso das recorrentes fotografias em preto e branco, com a imagem de um casal enlaçado ou envolvido num beijo, muitas vezes com a Torre Eiffel ao fundo. 

Estes postais do amor, reproduzem um discurso recorrente sobre a cidade de Paris que está presente em filmes, músicas, livros, guias comerciais de turismo, etc. Mas estes postais também captam o que circula no imaginário social, pois correspondem a um determinado estado de espírito de disposição romântica, que se reproduz e se dissemina em imagem, mas também em comportamento.


Série de postais à venda em quiosque em frente ao Centre Pompidou, Paris



Cadeados do amor na Pont Neuf, em Paris
Fontes:
Bandeira, Miguel Sopas de Melo (2007) Memória e paisagem urbana: a construção da imagem patrimonial de Braga desde acervos ilustrados e fotográficos de referência. Comunicação apresentada na Conferência Imagem e Pensamento – Conferência Internacional em Lisboa. Museu Colecção Berardo, org. Centro de Estudos de Comunicação e Linguagem / Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade.
Aiello, Giorgia (2010) From wound to enclave: the visual-material performance of urban renewal in Bologna’s Manifattura delle Arti In Western Journal of Communication. http://mc.manuscriptcentral.com/rwjc