A Objectos Misturados dedica-se a criar peças únicas feitas manualmente. Recentemente desafiou 3 designers de Viana do Castelo a desenvolver uma ilustração para uma coleção de postais, cujo tema fosse a cidade de Viana do Castelo. O resultado é este...
Thursday, June 13, 2013
Thursday, May 23, 2013
Os exóticos postais de Rui Ricardo
Victor Segalen no seu ensaio sobre o exótico assinalava que este último poderia ter origem tanto no intervalo espacial como na diferença temporal. Grande parte dos postais de Rui Ricardo (também disponíveis em formato de poster) - embora não possam ser assimilados à concepção radical do exotismo proposta por Segalen que se reportava a este sentimento como experiência de uma alteridade absoluta - evocam, em todo o caso, a dupla aceção do exotismo dos lugares e dos momentos sugerida pelo poeta francês: desenhando fragmentos de cidades do mundo com o olhar pormenorizado e estranhado do viajante, Rui Ricardo acrescenta ainda às suas ilustrações uma estética vintage que nos faz recuar às imagens dos cartazes de publicidade do início do séc. XX.
SEGALEN, Victor (1978). Essai sur l’exotisme. Paris: Fata Morgana.
Monday, May 13, 2013
postais Moleskine, marketing do velho e do novo
Os cadernos de notas Moleskine já se tornaram objetos de culto: a editora que recuperou estes cadernos com mais de dois séculos não se esquece de recorrer à narrrativa para nos recordar que estes serviram as anotações e os esboços de pintores e escritores como Vincent van Gogh, Pablo Picasso, Ernest Hemingway, entre outros... Usando a tradição que a liga ao mundo das artes para se promover, a Moleskine não deixa também de utilizar a inovação para seduzir o seu público de aficionados. Os postal notebooks apresentam a forma de um postal mas, quando abertos, escondem no seu interior uma folha em branco, funcionando à semelhança de um envelope. Os notecards são uma espécie de cadernos com duas páginas em branco, acompanhados de envelope. Porque podemos desejar partilhar os nossos rascunhos mais inspirados, de uma nova forma, recorrendo a estes clássicos cadernos e ao tradicional envio postal.
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Monday, April 29, 2013
Naughty little people postcards
Independentemente
da sua estatura, não haverá pessoa que esteja isenta das suas perversidades, pequenas
maroteiras e outras inconveniências sociais. Se esses 'desvios' do carácter ou
do comportamento constituem uma parte integrante da nossa experiência
quotidiana, porque não conceder-lhes o benefício do registo visual? Porquê remetê-los
para a clandestinidade social? Suponho que uma das razões é que o exemplo constitui
um aspecto fundamental da educação. Seja como for, tudo o que ronda ou mesmo
ultrapassa os limites do socialmente aceitável vende-se bem, e há quem não se
negue ao prazer de fazer o que a maioria evita ou condena. Se uns registam e
comercializam imagens sobre esses temas num espaço marginal, outros revelam
a capacidade de os abordar de forma mais criativa, construindo um discurso
visual mais elaborado, inserido no quadro da produção artística. Ao fazê-lo, reduzem
o seu impacto negativo e a sua condição marginal na sociedade. Uma das estratégias
possíveis desta abordagem é a encenação e registo de imagens que, supostamente,
não se inscrevem na vivência real mas apenas na sua representação a uma escala
reduzida, ou mesmo a uma escala real, favorecendo a sua partilha e circulação
em contextos sociais mais alargados. Como afirmou Grundberg, a propósito do trabalho de fotógrafos que a praticam,
«the figurines used in the work [...] suggest a displacement in the subject’s
importance, or at least in the importance of the subject’s being perceived as
real»[1]. Esta aproximação foi a utilizada para produzir uma
série de imagens reunidas numa publicação recente sob o título de “Naughty
little people postcards”[2]. Trata-se de um conjunto de bilhetes postais
publicados sob a forma ‘livro’, mas destacáveis e passíveis de uso sob várias
formas, incluindo a tradicional correspondência.
A fotografia de encenações escultóricas em
miniatura, teve uma grande difusão nos anos 60 do século XIX, sobretudo na
edição de imagens estereoscópicas com séries de narrativa temática muito
diversa, da política à religião, do acontecimento à narrativa fantástica, com
especial destaque para as “diableries”[3]. Foi trabalhada de uma forma singular
no período moderno por Man Ray (ca. 1926-1945, 1975-1976) e Fernando Lemos
(1949-1952)[4], e tomou novo alento com a difusão do pós-modernismo nos anos 70
e 80 do século XX, com o trabalho de artistas como David Levinthal (1972-2008),
Laurie Simmons (1976-2002) e Ellen Brooks (1978-1985), sendo actualmente praticada
por vários autores, como Mariel Clayton[5].
Nas imagens publicadas sob o título “Naughty little
people postcards”, a estratégia ressurge com uma estética visual actualizada e,
sobretudo no caso de Lisa Swerling, com uma abordagem pouco convencional.
Seleccionamos alguns bilhetes postais desta
edição, que seguidamente comentaremos de forma abreviada.
Jonah
Samson – Hope (© Jonah Samson,
cortesia do autor e Laurence King Publishing)
A imagem Hope,
de Jonah Samson, mostra-nos como a nossa vida é precária e depende em grande
medida dos outros. Não do 'outro' que age de acordo com as normas de conduta socialmente
aceites, mas dos que as transgridem. De quem, por algum motivo, explicável ou
não, tenha o impulso de destruir. Esperança de sobrevivência é o que resta a
quem se encontra na posição de depender do imprevisto, do que se passa na
cabeça do homem com quem nos cruzamos quotidianamente.
Jonah
Samson – Fucking (© Jonah Samson,
cortesia do autor e Laurence King Publishing)
Em Fucking,
Samson provoca-nos com a evidência do acto sexual praticado no espaço público.
Se esta imagem não fosse construída com miniaturas, estaria algures entre o
registo pornográfico e o voyeurismo fotográfico, ultrapassando a fronteira do que
é passível de ser publicamente partilhado. Encenada desta forma, a imagem ganha
alguma distância do óbvio e aproxima-se da experiência erótica. Se ambas as
imagens são miniaturas encenadas no registo ficcional, o seu impacto reside na
sua ambivalência entre narrativa ficcional e representação de uma ocorrência
real. Se a situamos num ou noutro pólo, isso depende mais do olhar de quem vê
do que do representado.
Lisa
Swerling – Smoking kills (© Lisa
Swerling, cortesia da autora e Laurence King Publishing)
Em Smoking
kills, Lisa Swerling usa a relação entre escala real e escala das
miniaturas para abordar a morte como resultado do consumo do tabaco. Literalmente,
aqui o que mata não é o consumo, mas o acto físico de apagar o cigarro, como se
de um castigo de um ser superior (em tamanho) se tratasse. Além disso, a morte
do 'outro' revela o voyeurismo do
cidadão comum, que constata e regista uma vez mais que a morte lhe passou ao
lado.
Vincent Bousserez – Special skating (© Vincent Bousserez, cortesia do autor e
Laurence King Publishing)
Em Special
skating, Bousserez cria uma sobreposição oscilatória entre a escala da
miniatura e a escala real, que integra por oposição, no plano emocional, os
conceitos de sonho e dependência, de ilusão e realidade. Extremos que por vezes
se tocam nas vicissitudes do enorme esforço de construção de uma carreira
profissional.
Estas duas últimas imagens não se limitam ao
registo de uma encenação a uma escala reduzida, mas exploram conscientemente categorias
semânticas da relação entre a escala real e a da miniatura numa mesma imagem
encenada, integrando a natureza desta representação no próprio acto de
concepção.
1. Grundberg,
Andy (1999) Crisis of Real: Writings on photography since 1974.
Denville, New Jersey: Aperture Foundation, Inc., p. 267.
2. Samson,
John; Bousserez, Vincent; Swerling, Lisa; The Rainbowmonkey (2012) Naughty
little people postcards. [S.l.]: Laurence King Publishing; Naughty
Little People Postcards, [http://www.laurenceking.com/en/naughty-little-people-postcards/, acedido em
18.04.2013].
3. Pellerin,
Denis (1995) La photographie stéréoscopique sous le second empire.
Paris: Bibliothèque nationale de France, pp. 21-22, 61-62, 64, 75, 82-90;
Weynants, Thomas (2003-) ‘Diableries, stereoscopic adventures in hell’,
in Early Visual Media, [http://www.visual-media.be/, acedido em 28.04.2013]
4. Ray,
Man, et al. (1991 [1.ª ed. 1982]) Man Ray Photographs.
2.ª ed. Londres: Thames & Hudson, pp. 164 [Série ‘Mr and Mrs Woodman’
(1927-1945)], 170-171 [La télévision, 1975; Sans titre, ca. 1927]; Janus
(org.) (2000) Man Ray. Lisboa:
Instituto Português de Museus, p. 296 [Sem título, 1975]; Man Ray Pro [http://www.manray-photo.com/catalog/index.php?cPath=32&largeur=1280&sort=3a&page=3&osCsid=20af93605d44f26c39cea6bc7f854f3a,
acedido em 28.04.2013], [‘Lydia and mannequins ‘ (1932), série ‘Mr and Mrs
Woodman’ (1947), ‘Tribute to Sade – Woodman’ (s.d.)]; Lemos, Fernando; Molder,
Jorge; Azevedo, Fernando (1994) Fernando Lemos: a sombra da luz.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian - Centro de Arte Moderna José de Azeredo
Perdigão, pp. s.n.º [‘Cena humana’ e ‘Nu de ensaio’].
5. Grundberg,
Andy; Gauss, Kathleen McCarthy (1987) Photography and art: Interactions
since 1946. New York: Abbeville Press, pp. 176-177, 208-209, 219, 227;
Levinthal, David; Prince, Richard (2009) Bad Barbie. New York: John
McWhinnie & GHB Editions [fotografias de 1972-]; Levinthal, David
(2000) XXX. Paris: Galerie Xippas; Ellen Brooks [http://ellenbrooks.net/tableaux-1978%E2%80%931985/, acedido em
28.04.2013], série ‘Tableaux 1978-1985’; Simmons, Laurie; Squiers, Carol
(2003) Laurie Simmons: In and around the house: The complete early
black and white photographs, 1976-1978. Carolina Nitsch Editions;
Simmons, Laurie; Howard, Jan (1997) Laurie Simmons: The Music of Regret.
Baltimore Museum of Art; Laurie Simmons [http://www.lauriesimmons.net/, acedido em
28.04.2013]; The photography / Mariel Clayton, [http://www.thephotographymarielclayton.com/, acedido em
28.04.2013]
Friday, April 12, 2013
Postcrossing no Fugas
Objeto ligado ao imaginário da viagem, o postal ilustrado foi esta semana tema de uma longa reportagem dedicada ao projeto internacional Postcrossing, publicada na versão eletrónica do suplemento Fugas do jornal Público. Boa leitura!
Tuesday, April 9, 2013
Os Portugueses na primeira Grande Mundial. A reportagem de Arnaldo Garcez, fotógrafo do C.E.P.
Arnaldo Garcez
(Serviço Photographico do C.E.P. / Lévy
& Fils C.ie Paris) – Os Portuguezes em
França. Revista d’uma brigada.
Hoje comemora-se o 95.º aniversário da batalha de
La Lys. Um violento confronto de divisões do exército britânico e batalhões portugueses
com o exército alemão, que neste dia saiu vitorioso. Desde então, todos os anos
se realizam cerimónias memoriais no cemitério militar português de Richebourg, e
junto ao monumento de La Couture, onde se reúnem militares e civis para prestar
homenagem aos nossos soldados. La Lys foi uma das batalhas travadas entre os
aliados e os alemães durante a Ofensiva da Primavera, planeada pelo general
Ludendorff, que ficou conhecida pelo nome de código Operação Georgette (ca. 7 a 29 de Abril de 1918). O objectivo
alemão era quebrar as linhas defensivas e obrigar os britânicos, posicionados
naquela zona da Flandres, a recuar até aos portos do Canal da Mancha e, em
última análise, à sua retirada de França e da guerra. Por esta altura a 1.ª
Companhia do Contingente Expedicionário Português já tinha retirado da frente,
e a 2.ª tinha sido informada que ia retirar, pouco tempo antes do ataque alemão.
Os portugueses, fatigados de uma longa luta nas trincheiras e com a moral pouco
elevada, resistiram como puderam. Entre mortos, desaparecidos e aprisionados,
nesta batalha os portugueses perderam cerca de 300 oficiais e 7000 soldados,
alguns dos quais nunca chegaram a ser identificados. Apesar disso, ficaram
registados actos de extraordinária bravura, e a acção portuguesa contribuiu
para limitar as consequências da ofensiva alemã. Nas batalhas que se seguiram
os aliados conseguiram conter o seu avanço em direcção à costa e, no dia 29, os
alemães cancelaram a Operação Georgette
[1].
Arnaldo
Garcez (Serviço Photographico do C.E.P.
/ Lévy & Fils C.ie, Paris) - Os
Portuguezes na frente de batalha. Bateria a caminho das linhas.
Do vasto
trabalho fotográfico de Arnaldo Garcez Rodrigues como fotógrafo oficial no Serviço Photographico do Contingente Expedicionário Portuguez, desde a preparação das tropas em Portugal até ao final da
nossa participação na primeira guerra mundial (Julho de 1916 - ca. 1919) [2], foram impressas três séries de 24 bilhetes postais num
total de 72 [3], com legendas em português e
em francês, que registam momentos significativos da nossa presença e acções na
1.ª Grande Guerra, constituindo uma narrativa visual, politicamente correcta e
certamente supervisionada, dessa acção militar. Os únicos exemplares circulados
de que temos notícia datam de finais de Janeiro e de Fevereiro de 1918 [4], o
que nos leva a supor estas séries foram editadas a partir de cerca de finais de 1917 ou Janeiro de 1918, e pelo
menos até Julho de 1918 [5]. Aparecem com alguma frequência exemplares desta edição que foram usados
com fins publicitários pela marca de calçado Portugal, possivelmente a fornecedora de calçado às tropas, com um carimbo
vermelho sobreposto, nem sempre criando associações semânticas felizes entre
imagem e texto...
Garcez,
Arnaldo (Serviço Photographico do C.E.P.
/ Lévy & Fils C.ie, Paris) - Sector
Portuguez. Zona devastada. Le Touret.- Sepultura portugueza, com carimbo do
calçado Portugal.
A correspondência dos soldados portugueses que
combatiam em França, através de bilhetes postais, foi sobretudo feita usando
edições francesas, quer ilustradas com imagens relacionadas com a guerra, quer sem
qualquer relação com ela. Se tomarmos como credível a informação da circulação
de alguns exemplares da série de postais impressos com fotografias de Garcez em
Janeiro e Fevereiro de 1918 [6], o facto leva-nos a supor que não devem ter
sido vendidos próximo da frente de batalha, ou que, por qualquer outro motivo, os
soldados portugueses quase não tiveram acesso a eles, justificando a sua
escassa circulação. Assim, mais do que suporte para a correspondência de guerra,
eles terão passado rapidamente para a categoria de memorabilia, constituindo uma memória visual da nossa presença na 1.ª
Guerra Mundial.
1. Henriques, Mendo Castro &
Leitão, António Rosas (2001) La Lys –
1918 – Os Soldados desconhecidos, Lisboa: Prefácio;
'Battle of La Lys (1918)'. Wikipedia, the free encyclopedia,
'Corpo Expedicionário Português'. Wikipedia, a enciclopédia livre.
‘Portugal na Primeira Guerra Mundial, Wikipedia, a enciclopédia
livre,
2. Vicente, António
Pedro (2000) Arnaldo Garcez: Um repórter fotográfico na 1ª Grande Guerra.
Porto: Centro Português de Fotografia.
3. Três séries de 24 bilhetes postais (segundo
informação obtida por Pedro Barros, coleccionador) com os títulos "Os Portuguezes em França", que mostra a
presença e as manobras do C.E.P na Flandres, bem como a componente social da
nossa acção (quer os contactos militares com as chefias aliadas, quer as nossas
acções de evacuação e apoio à população local), "Os Portugueses na Frente de Batalha", que
regista de forma positiva e selectiva o quotidiano dos nossos soldados na
frente de batalha, e o "Sector Portuguez", que regista os efeitos destrutivos
da acção inimiga na área defendida pelos portugueses.
Segundo Vicente (2000: 12) a edição conta, no total, com 75 bilhetes postais. Foram
impressos em fototipia, pela firma parisiense Lévy Fils & C.ie, herdeira de um estabelecimento familiar que editou vistas fotográficas de Portugal,
desde cerca dos anos 60 do séc. XIX, e as comercializou em França e em Portugal.
4. Sousa, Vicente
& Jacob, Neto (1985) Portugal no 1.º
quartel do Séc. XX, documentado pelo bilhete postal ilustrado da 1.ª Exposição
Nacional de Postais Antigos. Bragança: Câmara Municipal de Bragança, pp.
366-367.
5. Bilhetes postais
intitulados 'Paris.- 14 de julho de 1918. Desfile dos portuguezes.', da série Os
Portuguezes em França.
6.
Id, nota 4.
Saturday, March 30, 2013
Páscoa (ou deveríamos dizer Nacoa?) por Plonk & Replonk/ Easter (or should we say Christer?) by Plonk & Replonk
Postal Plonk e Replonk
A mundialização no mundo. O Natal adquire 51% do capital da Páscoa:
o grupo Nacoa nasceu a 21 de julho.
The globalisation of the world. Christmas buys 51% of the Easter's capital:
the group Christer was born on 21 July.
Os postais desta dupla de irmãos suíços são humorísticas fotomontagens, que se inspiram na tradição do postal fantasia e do postal cómico do início do séc. XX. Este ano Plonk e Replonk instalaram-se no Musée de La Poste em Paris, exibindo os seus postais, os seus gnomos de jardim e outra tralha concebida com um pouco de non sense, alguma ironia e muita piada. No postal que aqui deixamos, e que está longe de se assemelhar aos ingénuos postais de Páscoa da belle époque, parece que o Natal e a Páscoa se decidiram a entrar nas negociatas financeiras mundiais, que nos últimos anos têm vindo a ensombrar o horizonte das sociedades humanas, da sua história e da sua cultura. Anyway, Feliz Páscoa!
Postal de Páscoa do início do séc. XX, adquirido num mercado de antiguidades em Paris em 2011,
pela colecionadora e bloguista Bibiche Parisienne
pela colecionadora e bloguista Bibiche Parisienne
Easter Postcard from the beginning of XXth century, bought in an antiques market in Paris in 2011,
by the collector and blog writer Bibiche Parisienne
The picture postcards made by this duo of Swiss brothers are humorous photomontages, inspired in the tradition of fantaisie and comic postcards from the beginning of the XXth century. This year Plonk and Replonk settled in the Musée de La Poste in Paris, displaying their cards, their garden gnomes and other stuff designed with non sense, sarcasm and lots of humour. In the postcard we present here, which is quite different if compared with the naïve Easter postcards from the belle époque, it seems that Christmas and Easter have decided to join the world financial bargaining, which in recent years have come to darken the horizon of human societies, of their history and their culture. Anyway, Happy Easter!
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